O ombro dói mais a cada mês, estala ao mexer, e pentear o cabelo ou pegar algo na prateleira ficou difícil.
Dr. Alan Arruda Aragão · MÉDICO: CRM-CE 11.152 · Ortopedista e Traumatologista: RQE 6590A cartilagem gasta não volta. Mas a dor e o movimento têm tratamento, e muita gente fica anos sem operar.
Ajuste de atividade, exercício, remédio e, em alguns momentos, infiltração e denervação/bloqueio neurológico.
Entra quando o resto não alivia. É a última opção de tratamento para o doente que persiste muito sintomático.
As superfícies do ombro são cobertas por cartilagem, que deixa o movimento fluido. Na artrose, essa cartilagem vai se desgastando e o osso vai se deformando.
Sem a cartilagem, o osso da cabeça do úmero (a bola) passa a roçar no osso da glenoide (o prato). Isso causa dor, rigidez e um barulho de raspar ao mexer.
A artrose pode ser primária, sem causa definida, ou secundária, depois de uma cirurgia ou de um trauma no ombro.
Uma ruptura grande e antiga do manguito também leva à artrose: o úmero sobe e raspa no osso de cima. É a chamada artropatia do manguito, e ela muda o tipo de prótese, quando a prótese for necessária.
É mais comum depois dos 60 anos.
Num serviço inglês, entre pessoas com dor no ombro, a artrose apareceu no raio X de 5 em cada 100 pessoas de 45 a 49 anos e de 28 em cada 100 de 70 a 79 anos.
Fratura ou luxação antiga, cirurgia anterior no ombro e ruptura antiga do manguito aumentam a chance.
Na consulta eu examino a força, o movimento e os pontos de dor. O raio X mostra o espaço entre os ossos diminuído e os "bicos de papagaio".
Exames de imagem são usados para definir o tratamento conservador ou cirúrgico.
A abordagem começa sempre sem cirurgia, com mudança no estilo de vida. Prefira exercícios que usem mais as pernas, como caminhada e bicicleta. Fisioterapia e hidroterapia ajudam a manter o movimento.
Remédio para dor e anti-inflamatório, nas fases de crise, ajudam a controlar os sintomas.
Infiltração com corticoide alivia os sintomas, mas não impede a progressão da doença.
O alívio costuma durar semanas a poucos meses. Se uma prótese estiver nos planos, a infiltração feita nos 3 meses antes da cirurgia aumenta o risco de infecção, então vale combinar o momento.
A infiltração não tem número máximo, mas deve ser usada com muito critério, o mínimo necessário para atingir o alívio dos sintomas do paciente. E não deve ser feita nos 3 meses antes de colocar a prótese.
Ácido hialurônico é usado por alguns médicos, mas os estudos no ombro não mostram benefício maior do que uma injeção de soro. Quando uso, explico esse limite antes. Uso, sim, para alívio de sintoma em pacientes com artrose inicial. O ácido hialurônico pode ser usado como tratamento sintomático na artrose do ombro, porém não altera a evolução e o prognóstico da doença.
PRP e células-tronco ainda não têm prova de benefício na artrose do ombro. Não uso justamente por não ter benefício comprovado.
A cirurgia entra quando o tratamento sem cirurgia deixa de funcionar.
Em geral é quando a dor limita o dia a dia ou aparece em repouso, o movimento e a força caíram, e os outros tratamentos não aliviam mais.
Antes de operar, vale controlar o que piora o resultado: diabetes, pressão alta e cigarro.
Quando a articulação está muito comprometida, a solução é a artroplastia, ou seja, colocar uma prótese de ombro.
A prótese total de ombro é reservada para pacientes muito sintomáticos, que não melhoram com o tratamento conservador.
Em grandes estudos, cerca de 9 em cada 10 próteses de ombro seguem funcionando depois de 10 a 15 anos. Em homens mais jovens e ativos, a troca é mais provável: entre 55 e 59 anos, cerca de 1 em cada 4 precisa de uma revisão ao longo da vida.
No primeiro mês, cerca de 4 em cada 100 pessoas têm uma complicação séria, como infecção, trombose ou problema no coração. O risco é menor entre 50 e 64 anos e bem maior depois dos 85.
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A cartilagem gasta não se refaz. Mas a dor e o movimento têm tratamento, com ou sem cirurgia, e a prótese, quando necessária, costuma aliviar bem a dor.
A infiltração de corticoide alivia por semanas a poucos meses e não muda o curso da doença. Não tem número máximo, mas deve ser usada com muito critério, o mínimo necessário para atingir o alívio dos sintomas. Se uma prótese estiver nos planos, a infiltração não deve ser feita nos 3 meses antes da cirurgia.
Em geral sim, com ajuste: exercícios que não forcem o ombro acima da cabeça nem com carga alta. Pernas, caminhada e bicicleta são boas opções. Evite, sim, sobrecarga no ombro e excessos de alongamento no ombro que possam provocar dor.
Cerca de 9 em cada 10 seguem funcionando depois de 10 a 15 anos. Em pessoas mais jovens e ativas, a troca é mais provável.
Atendo Unimed e particular. A cobertura da prótese é conferida com o seu plano na consulta.
Meu manguito está bom? Quanto tempo de tipoia, e quando volto a dirigir e a trabalhar?
Texto revisado por Dr. Alan Arruda Aragão, MÉDICO: CRM-CE 11.152, RQE 6590 · revisão: 13/10/2026 · Conteúdo informativo. Não substitui consulta, exame e avaliação individual.